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25

Hoje, soprei 25 velinhas.
O gosto na boca é aquele de saliva mesmo: não é amargo nem doce, não machuca nem alivia. No fundo, parece bem um retrato dos vinte e cinco anos percorridos até aqui. Entre tudo o que se perde (e olha que nem se perdeu tanto, por mais que o drama me faça querer berrar que sim), fica o desinteresse de todo dia. Em retrospecto, penso que poucas coisas conseguiram me empolgar: teve uma paixonite ali, um sonho despedaço aqui, um frio na barriga lá. Sou uma borboleta que retrocedeu a lagarta. Tirei notas ruins, mais vezes do que gostaria de poder contar. Viajei. Tive bons amigos, que acabaram escorrendo entre os dedos por motivos que eu nem sei mais enumerar (e que já foram tão, tão importantes). Briguei. Entrei na faculdade três vezes – falhei nas três. Escrevi pouco, o que me dói por inteiro. Me dediquei pela metade a muita coisa. Play, pause, repeat. Ganhei muito e perdi pouco, o que torna todo esse texto tremendamente injusto – mas gente mimada é assim mesmo. A…

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